terça-feira, 19 de maio de 2015

das poucas coisas que me comovem

de chegar a arrepiar-me, é a solidariedade humana.  Mostra a nobreza dos homens e que Rousseau talvez näo estivesse täo errado ao achar que os homens säo naturalmente bons e que é a sociedade que os corrompe. Bem isto daria azo para outras discussöes.

Na maior parte das vezes,  este sentimento solidário tem mais facilidade em vir ao de cima em casos extremos de aflicäo, mas vem. Näo importa a nacionalidade, a idade, o genéro, a língua.
 
Pela primeira vez, em tanto vôo, houve uma daquelas situacöes em que alguém se sentiu mal e é deveras aflitivo, sobretudo quando parece que näo podemos contribuir muito para ajudar. Primeiro foi a lingua, até se perceber que a senhora era turca, depois toda a gente a tentar contribuir, ora uma confusäo de linguas. A sorte foi que havia dois enfermeiros a bordo e que falavam turco porque tanto a amiga como a senhora näo diziam uma palavra de inglês. Claro que acabaram todos por falar em turco o resto da viagem e näo cheguei a perceber mais nada, mas a parte boa é que a senhora desembarcou por próprio pé em Istambul.

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